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Terminator 6?



É uma tradicional brincadeira popular.

Em um grupo de pessoas, quanto mais pessoas mais engraçado ela fica, o primeiro inventa secretamente uma palavra e fala - sem que ninguém mais ouça - nos ouvidos do próximo.

Assim, o próximo fala para o próximo e assim por diante até chegar ao último.

Quando a corrente chegar ao último esse deve falar o que ouviu em voz alta.

Geralmente o resultado é desastroso e engraçado, a palavra se deforma ao passar de pessoa para pessoa e geralmente chega totalmente diferente no destino.

Costuma-se também fazer referência a essa brincadeira em qualquer situação que possa haver falhas de comunicação num ambiente que depende de um passar a informação para o outro sucessivamente até chegar num destino.

Viadagem é uma coisa que incomoda. Muito.

Antes que me crucifiquem por preconceito ou algo desse gênero, não está nada relacionado a opção sexual essa afirmação.

Como bem ilustra uma das definições do Dicionário Informal na web:

"Não tem necessariamente conotação sexual; A propósito, os que mais praticam viadagem são héteros. Infantilidade; ..."

Justo devia ser o mundo quando era necessário o uso da própria lança.

Ou caçava ou morria de fome.

Ou fazia fogo ou morria de frio.

Olho por olho, dente por dente.

Os próprios olhos e os próprios dentes, a propósito.

Saudade de um tempo que não vivi?

Estranho.

Não saudade, talvez curiosidade.

Não à toa a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos foi destruída nos últimos 12 anos.

Apadrinhamentos e politização de cargos técnicos arruinaram uma vida de respeito.

É o que gera esse tipo de comportamento.

E Getúlio se faz presente novamente.

Sua mais famosa afirmação é o lema e filosofia de vida.

Ao menos até que esses John Connor sejam perseguidos por robôs vindos do futuro para acabar com isso.

Com a diferença essencial, que Connor era o mocinho da história.

Hasta la vista, baby.



O coelho e a raposa


O coelho e a raposa moravam no mesmo prédio.

Vizinhos de longa data, quase nunca trocavam mais de duas ou três palavras.

A raposa ostentava um ar de soberba, sem olhar nos olhos do coelho e dos demais, sem se importar, na maioria das vezes, com a presença do adorador de cenouras ou dos outros 'pulguentos'.

Exceção feita em situações que a raposa precisou, como por exemplo, para segurar a porta do elevador, ajudar com as compras, ...

Certo dia a raposa foi vista pelo coelho em situação embaraçosa.

Por mais que tentasse esconder seu comportamento em público, raposa é raposa.

Sua fama não é à toa.

O problema foi o coelho ter sabido do ocorrido.

A raposa se viu desconfortável.

Aquele que pra ela poderia não existir, exceto em momentos específicos, poderia complicar sua vida.

O que fazer?

Teria que conversar com o orelhudo.

Exigir sua discrição.

Ameaça-lo sem que ele percebesse.

No dia seguinte o coelho cansado chega do trabalho.

Ladina raposa parecia esperá-lo.

Conhecendo a raposa, o coelhinho fez um cumprimento padrão, baixou a cabeça e foi em direção à sua toca.

De repente o coelho arregala os olhos!

A raposa responde seu cumprimento.

- ??????, pensou o coelho.

- Coelho, precisamos conversar. Podemos ir até minha caverna?

Rabinho entre as pernas, lá vai o coelho.

Moral da história.

Não, nessa história não tem moral.

Um por se achar e se impor por sua posição superior na hierarquia animal.

O outro por aceitar.


A importância de um belo rabo


A cauda dos pavões gerou o interesse de várias culturas, pela sua exuberância de cores e beleza das penas.

No topo de cada fileira de penas do pavão você verá um ocelo redondo e brilhante, ou um pequeno olho.

Chama-se pavão a aves dos géneros Pavo e Afropavo da família dos faisões.

Os pavões preferem alimentar-se de insetos e outros pequenos invertebrados, mas também comem sementes, folhas e pétalas.

Os pavões exibem um complicado ritual de acasalamento, do qual a cauda extravagante do macho teria um papel principal.

As características da cauda colorida, que chega a ter dois metros de comprimento e pode ser aberta como um leque, não têm qualquer utilidade quotidiana para o animal e seriam um exemplo de seleção sexual.

Podemos fazer analogia importante com o ser humano a partir do comportamento do pavão.

Nos zoológicos os pavões geralmente ficam soltos, transitam entre os visitantes.

Geralmente não são perigosos no contato com o ser humano.

Não demandam cuidados especiais.

Não é um animal que normalmente adultos e crianças saem de casa para contemplar.

Leões, elefantes, girafas e pinguins, por exemplo, são sempre citados nas conversas prévias às visitas aos zoológicos e parques.

Esses, porém tem um comportamento em sua maioria discreto.

Ficam separados do público em jaulas.

De lá não saem pra nada.

Ao contrário do pavão, que goza liberdade extrema.

Parece que o pavão sabe da predileção dos visitantes para seus trancafiados companheiros.

Seu comportamento insinua isso.

Faz questão de andar entre as pessoas, principalmente as crianças.

Elas os perseguem, como se fora cachorros.

Quando não estão entretendo o público infantil usam outro artifício para ter a atenção para si.

Abre completamente sua cauda, colorida e reluzente.

Domina o ambiente e é impossível não ser notado.

Flashes se voltam para ele.

Câmeras fotográficas e smartphones miram e disparam em sintonia o 'posudo' animal.

Dono da situação.

Mostra que atitude é mais relevante do que importância.

Não é o rei da selva, nem vem de congeladas terras distantes ou pesa toneladas.

É recorrente por aqui.

Longe de qualquer ameaça de extinção.

Pode ser visto aos montes.

Vende seu peixe com propriedade.

Chama atenção.

Faz alarde.

Muito por nada?

Pode ser.

Mas não importa.

Enquanto excêntricas espécies em extinção ficam carrancudas dentro de suas gaiolas, o pavão está lá.

Enquanto animais trabalhadores estão em suas atividades diárias, rotina cansativa e necessária, garantindo a existência das espécies, incluindo o próprio pavão, ele está lá.

Cauda esvoaçante em envergadura extrema.

É agora o rei do zoológico.

Não de fato nem de direito, mas de ocasião.

Por convencimento.

Mostra o verdadeiro poder de um belo rabo.


Uma espécie em extinção


Sinto-me completamente desapontado com a raça humana.

Sei que generalidades e radicalismos devem ser evitados e combatidos, mas esse é o sentimento que me povoa atualmente.

Tenho medo.

Se for ao mercado, que dista longínquas duas quadras de casa, preciso me policiar para não carregar comigo nada que chame atenção de algum marginal de plantão.

E não estou falando de suntuosas correntes de ouro e um adereço carnavalesco em forma de pingente, como usam pagodeiros ou rappers americanos.

Coisas simples, como carteira, relógio, aliança e bolsa são chamarizes tentadores para a praga do século.

Sim, essa legião do mal que tomou de assalto a sociedade são definitivamente a praga urbana que parece irá acabar com nossa sociedade no modelo que conhecemos hoje.

A civilidade irá perder espaço para a animosidade que é consequência inevitável do medo.

Pessoas sendo incendiadas por não portar consigo algo de valor que satisfaça um bandido?

É tão absurdo e deixou de ser exceção.

E nos acostumamos a ver isso no jornal enquanto, consternados, digerimos nosso jantar.

E o pior é que deixa de ser chocante ao ponto que os acontecimentos se sucedem.

Acostumamos-nos com isso.

No dia seguinte, quando ocorre de novo e vemos na TV, já não atrapalha tanto nossa digestão.

A sociedade do medo.

E não adianta solicitar a visita das equipes de controle de pragas urbanas.

Essa praga parece não ter antídoto.

É brutal.

Um tiro é disferido por nada.

Por R$ 5,00.

Ou por você não ter R$ 5,00.

Vejo um movimento, incipiente e em palavras em sua maioria, mas que parece estar ganhando força e ter consequência devastadora.

O fim da civilidade pode ter encontrado seu ponto de partida.

Pessoas estão começando movimento de armamento civil.

Ouvi de alguns que têm a intenção e outros, ainda poucos, que já fizeram a escolha e irão se defender por conta própria.

A sociedade não sente segurança em ser protegida pelas instituições responsáveis.

Será cada um por si?

Olho por olho e dente por dente?

É o melhor caminho?

Parece ser o único e inevitável.

Como condenar um pai que compra uma arma para defender a família?

A explosão habitacional encabeçada por apartamentos e condomínios não é apenas modismo.

Segurança, ou falta de, molda o comportamento das famílias.

A opção pela suposta maior segurança dos condomínios é crescente.

As casas parecem presídios.

Esforçamos-nos para ficar presos em nossas casas, enquanto a bandidagem solta pelas ruas escolhe suas vítimas.

Cercas elétricas, câmeras de segurança, alarmes, ronda armada.

Muitos bem materiais para proteger?

Não.

O temor pela vida.

Pela banalidade que ela ganhou.

Perdi a esperança na sociedade.

Na minha humilde ignorância não vejo ações que possam, nem a longo prazo, contornar essa guerra civil velada que se instalou sem piedade em nosso mundo.

Que a fé nos mova e um caminho seja apontado.

Caso contrário a sociedade será extinta.

Ao menos do jeito que conhecemos.


Terra sem lei



O assunto é delicado.

Necessário respeito que nem todos têm demonstrado.

Repleto de sensacionalismo e exagero.

Por envolver paixão acaba sendo irracional, inconsequente e inevitável a discussão.

Não se fala outra coisa senão a morte do garoto boliviano Kevin.

Não vou entrar nos méritos que estão sendo amplamente discutidos.

Diretoria alvinegra muito culpada, mesmo alegando que não, assim como todas as outras equipes grandes do futebol brasileiro, de custear e apoiar as atividades das organizadas. Ingenuidade acreditar o contrário.

Torcidas organizadas que se julgam donas do mundo, fazem de tudo para ser temidas e não temem consequências.

Culpados ou não, ao que parece não existem santos inscritos em processo de beatificação que viajaram à Oruro e estão nesse imbróglio policial.

CONMEBOL dá cada vez mais indícios de seu despreparo administrativo e da pouca seriedade dos seus comandantes. Nunca esteve e ao que parece não estará nem em futuro longínquo à altura do grandioso futebol sul-americano.

O estádio em Oruro, que pouca segurança oferece e sequer teve revista da torcida no momento do ingresso ao interior do palco da tragédia.

Tão verdade quanto absurdo.

Tragédia anunciada, que poderia ter acontecido em qualquer lugar e acabou acontecendo nas alturas.

Se o sinalizador não tivesse atingido fatalmente o menino, provavelmente nenhuma dessas barbaridades estivesse sendo discutidas, estaria tudo uma maravilha, mas ainda assim pronto para uma tragédia.

Que sirva de lição aos envolvidos.

Mas não teço esperanças nesse sentido.

Pouco vejo de possibilidade de melhora nesse cenário.

Mas como disse, pretendo abordar outro lado dessa questão.

Algo pouco fomentado.

E que em minha opinião é até mais preocupante, sem comparações e desrespeito com as demais preocupações legítimas.

Não se sabe ao certo o que aconteceu.

Ou melhor, se imagina o que aconteceu, mas não se sabe sobre a real autoria do disparo.

É nesse ponto que gostaria de debater.

Pleno século XXI.

Direitos humanos são proclamados aos sete cantos.

ONU interagindo em terrenos devastados por conflitos e tiranos. Tentando preservar os direitos básicos do ser humano.

E o que ocorre na terra de Evo?

Doze torcedores foram presos na noite do incidente.

Preventivamente detidos para investigação.

E porque eles?

Que evidencias corroboraram que as autoridades judiciárias do país de Pablo Escobar mantivessem os brasileiros presos?

Foram transferidos para o presídio de San Jose.

Dividem espaço com condenados.

Ladrões, traficantes, assassinos.

Sem provas concretas e julgamento, os brasileiros já foram condenados pelos bolivianos.

Era preciso dar respostas para a opinião pública local e foi isso que foi feito.

Comoção na terra da coca.

Os monstros estão presos.

Justiça ágil e rigorosa.

Em nada lembra o país que é refém de cartéis.

Está certo?

Para mim está longe disso.

Dizem que o verdadeiro culpado do ato está em terras tupiniquins e que talvez se entregue para a justiça boliviana.

Não sei.

Só sei que lá parece ser feito tudo dessa maneira.

Pouco importa a legalidade.

É terra de ninguém.

Terra sem lei.

Não estou defendendo esses homens.

Longe de mim essa posição.

A questão é outra.

Não se pode agir alheio à legalidade.

Os princípios básicos do direito humano são universais, mas podem ser interpretados conforme a ocasião em alguns locais.

É necessário discernimento.

Mas parece que é pedir muito mesmo pra quem está tão perto do céu.

Cinema: Arte ou Política?



O cinema é uma manifestação cultural, criada por variadas culturas que nela se refletem e que, por sua vez, as afetam.

É uma arte fascinante e poderosa, fonte de entretenimento popular e pode, e acho que é usual e erroneamente aplicado dessa maneira, tornar-se um método eficaz de influenciar os cidadãos.


Oscar é um prêmio entregue anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas americana.

São celebrados anualmente pela Academia, em reconhecimento a excelência de profissionais da indústria cinematográfica, profissionais como diretores, atores e roteiristas.

A cerimônia de entrega é uma das mais importantes do mundo e acompanhada por milhões de pessoas.


A cerimônia deste ano dar-se-á em 24 de fevereiro próximo.

Detalhes em torno do evento deste ano, alguns não tão explícitos, merecem destaque.

Esse ano, ao contrário do que tem acontecido como regra nas últimas premiações, a maioria dos indicados ao grande premio da noite, o de Melhor Filme do Ano, alcançaram sucesso junto ao público.

Cinco indicados ao prêmio já ultrapassaram a marca de US$100 milhões na terra de Obama.

Lincoln, Django Livre, Os Miseráveis, Argo e As Aventuras de Pi.

Os outros cinco concorrentes na inchada lista ainda podem, com pouca probabilidade, alcançar essa marca, visto que distamos um mês da chamada "celebração da arte".

Esse fato, por si só, representa uma quebra de paradigma.

Por vezes temos a impressão que filmes que agradam o grande público são preteridos pela Academia.

E que filmes que ganham são, em sua maioria, técnicos e não atingem em cheio os fãs da sétima arte.

Exemplo claro disso é o faturamento de O Artista e O Discurso do Rei, ganhadores da honraria em 2012 e 2011, respectivamente.

Não estou clamando aqui que filmes populares devam ser premiados.

De maneira alguma.

X-Men, Homem-Aranha e companhia têm seu propósito comercial e devem ser mantidos lá.

Oscar não é local de frenesi adolescente.


No entanto, em minha opinião, o ponto primordial a ser observado e refletido é outro.

A veneração à capital americana.

Lincoln, com doze indicações, é crônica de Steven Spielberg sobre o 16 º presidente e à 13ª Emenda.

Argo, de Ben Affleck, com sete indicações, dá vida a uma missão da CIA para resgatar funcionários norte-americanos presos em Teerã durante a crise dos reféns de 1979.

A Hora Mais Escura é retrato complexo de 10 anos de esforço de militares e de inteligência para rastrear Osama Bin Laden.

O fato é tão evidente que o The Washington Post diz que 24 de fevereiro é a noite para Washington brilhar.

Os filmes podem ser, e acredito que realmente são, merecedores das indicações.

Mas dúvidas são inevitáveis.

Foram eles patrocinados e incentivados pela cúpula americana?

A escolha foi imparcial e não influenciada pelo tema?

Não sei.

Talvez seja teoria da conspiração demais.

Mas que é conveniente ter a população influenciada e alinhada com os interesses do governo, isso é.

E que filmes como esse são, como escrevi no começo, um método eficaz de influenciar as pessoas nesse sentido, sem dúvida são.

Cabe a cada um tirar as próprias conclusões.




Fonte:
http://www.washingtonpost.com/entertainment/movies/oscar-nominees-lincoln-argo-and-zero-dark-thirty-honor-washington-process/2013/01/10/8e84b89a-5aa1-11e2-beee-6e38f5215402_story.html?hpid=z6
http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-102230/

50 Tons Vermelhos de Frustração


Christian Grey e Anastacia Steele.

Edward Cullen e Isabella Swan.

Os casais da ficção mais em moda e invejados do momento.

O primeiro habita a cada dia mais o imaginário feminino.

Os livros da série 50 Tons são um sucesso indiscutível e talvez sem precedentes.

O mesmo ocorre com o segundo casal, par romântico protagonista da saga Crepúsculo.

E por que tanto sucesso?

Por que tantas pessoas, principalmente as mulheres, se encantaram e se envolveram com essas histórias?

Não li os livros mais comentados do momento e também vi apenas trechos da saga vampira.

Perguntei a uma amiga, ao tomar conhecimento da abrangência mundial dos 50 Tons de Cinza, qual era sua receita mágica.

A resposta dela foi direta.

'Um homem habilidoso, rico, piloto de helicóptero e barco, lindo, bom de cama e capaz de levar uma mulher ao auge do prazer.

Um homem que não existe. '

Pensei comigo mesmo: 'Só isso?'

A resposta então parece simples e se colocou diante de mim mediante a essa resposta.

A insatisfação com nossas vidas.

Todos somos, admitindo ou não, insatisfeitos e frustrados em determinados aspectos de nossa vida.

Uns mais, outros menos.

Mas sempre temos necessidades não correspondidas.

E até onde isso é sadio?

A fascinação com as histórias criadas pela literatura e pela indústria cinematográfica pode trazer más influências e acentuar a insatisfação com o mundo real?

Penso que não.

Na medida certa, ilusão pode ser saudável e servir como uma fuga da realidade.

Nossa vida, por essência, se torna monótona e cansativa.

Cabe a cada um contornar da melhor maneira.

Existe também o lado positivo de toda fuga da realidade.

Apimentar a relação ou trazer romantismo a um relacionamento afetado pelo tempo já é uma ótima influência e terá feito valer a pena.

O problema é quando a busca pela realidade paralela se torna mais interessante que a vida real.

Nesse momento um perigo se instala.

Existe uma linha muito tênue entre o salutar e o exagero.

Christian Grey não chega cansado do trabalho, irritado e sem paciência após um dia regado a Lei de Murph.

Anastacia Steele não tem interminável TPM, não tem problemas profissionais e dificuldades na educação dos seus filhos.

Edward Cullen não tem frustrações, não tem problemas planejando o futuro e pagando as contas da casa.

Isabella Swan não tem medos, se entrega e, por amor, sempre terá um final feliz.

A utópica perfeição nos fascina.

A grama do vizinho é sempre mais verde.

Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer.

50 Tons de Cinza, 50 Tons Mais Escuros, 50 Tons de Liberdade.

De tempos em tempos obras desse tipo irão virar best sellers e campeões de bilheteria.

Isso porque a necessidade humana é a mesma desde que nossa criação.

Olhamos para o outro lado da cerca com olhos mais brandos e famintos, enquanto para nosso quintal sobra a severidade e a rigidez das críticas.

E vida que segue.

Ao menos até que você se apaixone pelo vampiro da escola e pelo lobo inimigo dele.

Ou que encontre o perfeito e sádico príncipe encantado de sua vida.


A gangorra das vaidades

Se acertar a vida toda e um dia cometer um deslize, será lembrado por ele o resto de sua vida.

Se tiver uma vida regada a erros e passar a fazer coisas certas, será referenciado de maneira positiva pelas pessoas.

É justo?

Por que um erro tem peso muito maior que uma vida repleta deles?

Por que o tratamento diferente?


A obrigação da retidão é uma hipocrisia da sociedade.

Se todos tivessem a chance de ser invisíveis ou fazer algo sem serem percebidos, fariam todas as coisas que supostamente e publicamente abominam.

Quase sempre o dedo que está sendo apontado pra você é tão podre quanto as palavras que o dono do imponente dedo em riste está proferindo.

Faça o que eu digo, não faça o que eu mesmo faria se pudesse.

A coragem de alguém para fazer algo que outros não têm parece ser um tapa na pretensa sobriedade.


A vida como ela é, diria Nelson Rodrigues.

Ou melhor, a vida como eu gostaria que ela fosse, diriam tais pessoas.


Amigos são conhecidos como aqueles que estão ao nosso lado em todos os momentos.

Tal quais as palavras proferidas pelo padre aos noivos no grande dia.

- Na alegria e na tristeza. Na riqueza e na pobreza. Na saúde e na doença.

Dos amigos esperamos nada menos que isso.

Diz-se que parentes não são escolhidos e amigos sim, o que faz deles serem especiais em nossas vidas.

Pena que só sabemos quem de fato é amigo quando estamos precisando deles.

E na maioria das vezes nos surpreendemos negativamente.


E se você é celebridade isso é ainda pior.

A conveniência e o interesse social e financeiro estão acima de tudo.


Estamos vivendo dias de jogos olímpicos, em Londres.

E como sempre foi e sempre será, teremos muitos heróis e muitos vilões.

Os heróis sofrerão um acesso imediato e incomum de pessoas tentando surfar a mesma onda rumo ao estrelato.

Ao passo que os vilões, de quem se esperava muito, serão motivos de chacota e serão tratados como personas non gratas.


Esse primeiro final de semana de jogos olímpicos marcou dois grandes exemplos tupiniquins.

Dois opostos extremos.


Sarah Menezes não existia no cenário nacional até o último sábado, 28/07/2012.


Com apenas 22 anos a judoca Piauiense se tornou a segunda brasileira campeã olímpica individual da história.

Sem grandes patrocínios, sem atenção diferenciada do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), sem pompa e sem expectativa.

Com essa receita repleta de itens que contribuiriam logicamente para um fraco resultado, ela se superou e conquistou a inesperada medalha de ouro.

Parabéns menina!

E cuidado com os novos melhores amigos de infância que irão surgir em sua vida.


Carminha e Max, depois dessa virada em Avenida Brasil, poderão tentar se aproveitar de você nesse seu momento iluminado.


O outro personagem é repetente.


- Estou triste. Mais uma vez venho pra cá e não consigo. Não sei o que acontece. Talvez eu não mereça, não sei. Talvez eu me esforce pouco, eu não sei o que eu faço errado, mas eu sei que mais uma vez eu caí. É muito ruim. Porque eu criei uma expectativa em cima disso.

Em Pequim, Diego Hipólito era garantia de medalha dourada para a delegação brasileira e falhou, caindo de nádegas ao solo.

Quatro anos depois, mais maduro e com o aprendizado do fracasso de 2008 na bagagem, ele foi para Londres novamente como esperança de ouro.

A Revista Veja divulgou uma lista de esperanças olímpicas, e Diego era uma das apostas.

Eis que novamente ele falhou.


A mesma mídia que eleva o atleta no sucesso irá crucificá-lo no fracasso.


Durante os próximos dias teremos outros personagens dessa gangorra sendo destacados.

Que eles tenham cuidado aos pisar no campo mimado desse volúvel playground.

Nem tudo é o que se vende como tal.


No final das contas nossa família e os amigos de verdade  irão ficar ao seu lado, não importa a cor da medalha ou a marca do seu carro.


As garotas do Bataclan, desde que bem recompensadas.




Por livre e espontânea pressão

Sorrir.

Chorar.

Extravazar.

Se recolher.

- Bom dia Sol!

- Bom dia? Só se for pra você!

Nossos sentimentos são inconstantes.

Somos afetados de várias formas pelos acontecimentos ao nosso redor.

Cada vez mais a intensidade de nossos sentimentos vem à tona.

Difícil segurar.

Bom profissional.

Ótimo pai. Ótima mãe.

Bom filho. Boa filha.

Politicamente correto.

Ecologicamente consciente.

Conciliador.

Pacificador.

Paciente.

Otimista.

Temos que ser tudo.

E tudo de positivo.

Não nos é permitido ser verdadeiro.

O 'Na Moral' de ontem tratou do tema.

A obrigação de ser feliz.

Na verdade obrigação de aparentar felicidade.

Não importa o estado interior.

A caixa deve estar reluzindo.

Dentes à mostra e tapinha nas costas.

Momentos Fausto Silva de Bial à parte, o programa tem melhorado.

Discussões tem se desenrolado sem o abrupto corte do apresentador celebridade.

- Tudo bem?

A pergunta padrão espera única e exclusivamente a resposta padrão.

- Tudo bem, e você?

Não ouse ser sincero na resposta.

Finja.

Seja como a agora vítima Carminha.


Mesmo inundada por um ódio mortal, revelado por seus olhos ávidos por sangue, obedece as ordens da agora dona Nina.

Esconda seu sentimento.

Seja como dona Sinhazinha, obrigada a ser usada por seu marido dono coronel Jesuíno.

Morra por dentro.

Como Lindinalva sendo violada em seus primeiros dias de Bataclan.


Não importa o que sente.

Seja feliz.

Se mostre feliz.

Engula a seco os dissabores da vida.

A sinceridade incomoda as pessoas.

A falsidade assola os relacionamentos entre as pessoas.

Não era pra ser assim.

Não será sempre assim.

Ou será?

Cabe a mim e a você decidir.


A pior das dores

Ser adulto é chato.

Se me pedirem para resumir em uma fase o que é ser adulto eu acho que teria a minha resposta.

É estar cercado de obrigações e responsabilidades, tendo que conviver com grandes dilemas.

Digo isso porque, no geral, passamos mais tempo lidando com aborrecimentos e percalços do que desfrutando a vida como achamos merecer.

A vida se apresenta assim para a maioria.

É claro que existem exceções.

Exceções em fases de nossa vida.

Exceções em pessoas que parecem afortunadas ao extremo e livres de tais chateações.

Dilemas constantes e que necessitam escolhas.

Razão.

Emoção.

Em que se basear para acertar na escolha?

Por vezes só saberemos se foi acertada depois de tomada e sem volta.

Isso é ser adulto.

Com o passar do tempo nos envolvemos mais e mais em nossas responsabilidades.

Crescemos.

Começamos a trabalhar.

Casamos.

Contraímos dívidas.

Tornamos-nos pais.

Nem sempre nessa ordem.

Nem sempre tudo isso.

Mas sempre muitas obrigações.

A paternidade é uma benção e traz com ela um rol de dilemas e escolhas.

Acompanhei no noticiário essa semana que duas crianças de dois anos se afogaram na piscina da creche que frequentam.

A creche é situada na região de Serrinha, em Goiânia.

As crianças, um menino e uma menina, estão em grave estado no hospital.

Relatos dizem que os responsáveis por cuidar das crianças na creche no momento, duas monitoras e uma faxineira, sentiram falta da menina e começaram a procurá-la.

Uma das monitoras a encontrou se afogando na piscina e a socorreu.

Nesse mesmo momento o menino se aproveitou do descuido da monitora que deixou a grade da piscina aberta, mesma passagem por onde a menina teve acesso indevido à piscina, e também chegou ao local e caiu na água.

Envolta no atendimento à menina ela não notou que o menino também se afogava.

Minutos depois ele foi encontrado boiando na piscina.

Ambas as crianças sofreram paradas cardíacas.

Os pais estavam desesperados.

Deixaram seus filhos sob cuidados de profissionais teoricamente especializados enquanto iam cumprir sua rotina de trabalho e essa tragédia ocorreu.

Imensurável a dor desses pais.

Esse é um dos maiores dilemas dos pais.

A retomada da carreira profissional pós-paternidade.

É uma decisão muito importante e complicada.

Pensamos um milhão de coisas.

Decidimos e refugamos com a mesma facilidade.

Não existe regra.

É claro que casos como esse de Goiânia apesar de não serem incomuns, são exceção.

Alguns cuidados devem ser tomados.

A imprensa está noticiando que não existia licença de funcionamento para o local.

Nós pais devemos fazer nossa lição de casa antes de escolher um local para nossos filhos.

Verificação de registros e opinião de outros pais são fundamentais.

Instituições maiores e renomadas tendem a ser mais cuidadosas, e mais caras.

Mas nada nos dá garantia da ausência de problemas.

Que Deus abençoe essas crianças, que fiquem boas logo e esse fato não passe de uma lembrança de seus pais.

Que a sociedade se conscientize e, com apoio do Poder Público, olhe com olhos mais atentos as instituições que são a segunda casa de nossos pequenos.


Referência
http://br.noticias.yahoo.com/duas-crian%C3%A7as-se-afogam-creche-goi%C3%A2nia-150200018.html


Você aproveitou suas chances?

Os acontecimentos em nossa vida não podem ser previstos com precisão.

Não existe controle sobre acontecimentos futuros.

Por vezes planejamento vão por água abaixo mediante situações inesperadas ou esperadas com outro grau de intensidade.

E isso pode ocorrer do lado negativo e positivo.

Como diz uma famosa frase:

'Não se desespere em meio às sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda'.

Veja o caso do personagem do final de semana.

A situação ocorreu no futebol, mas se aplica em nossas vidas diariamente.

Romário Ricardo da Silva.

Nascido em 12 de Dezembro de 1990 em Palestina-SP.

Desconhecido até então.

De curta carreira profissional.

Em 2010 disputava a terceira divisão do futebol Paulista pelo Rio Branco, aqui em Americana/SP.

Mais um dos anônimos do futebol que não têm o prazer de fazer fortuna nos gramados.

Neymar e companhia são exceções no mundo do futebol.

A grande maioria ganha o suficiente apenas para sobreviver.

Quando recebe em dia.

Rio Branco (Americana/SP) em 2010.

São Bernardo (São Bernardo/SP) em 2011.

Bragantino (São Paulo/SP) em 2011 e 2012.

Boas atuações e uma provável boa negociação de seu empresário o levaram ao Corinthians.

E em sua primeira partida como titular ele faz dois belos gols.

Um clássico contra um tradicional rival.

Grande repercussão e cobertura da mídia.

E de desconhecido de cabelos chamativo passa a ser reconhecido e notado.

De uma posição discreta em cidades do interior para protagonismo em um grande centro.

É uma mudança muito grande.

A vida é assim.

Podemos perder o bonde da história.

Mas também podemos agarrar as chances que a vida nos oferece e mudar completamente nosso destino.

Mas não basta ter a chance.

É necessário estar preparado, pois a velocidade da queda pode ser tão vertiginosa quanto a improvável subida.

Nem todos são Romarinho.

Nem só de trabalho e competência histórias assim são compostas.

Sorte.

Carisma.

Influência.

Não existe fórmula.

É o mistério da vida.

Nem todos os jogadores vencem.

Se alguém faz um gol, outro alguém leva.

Ação e reação.


Referência
http://en.wikipedia.org/wiki/Rom%C3%A1rio_Ricardo_da_Silva


Airbags são essenciais!


Já falei aqui sobre a evolução dos meios de transporte e a ascensão das motos na sociedade.

No início nem o uso de capacete era obrigatório para os condutores.

E o aumento do número de acidentes entre os motociclistas faz o assunto segurança cada vez mais presente.

Um item que surgiu pouco tempo atrás parece que agora passará a ser realidade no mundo das duas rodas.

Airbag para motoqueiros.

Sim, existe!

Diferente do tradicional equipamento de segurança que equipe boa parte de nossos carros, esse airbag não é instalado no veículo.

O airbag para motos é na verdade um colete para o motoqueiro.

Os coletes com airbag chegaram ao Brasil há algum tempo, em 2001, e em 2002 foram testados pela Polícia Militar em São Paulo.

Os coletes são feitos de nylon, resistentes ao atrito e às pancadas, pesa 1,2 Kg em média, e infla por um cilindro a gás quando o motociclista cai da moto.

O sistema de airbag é acionado quando o fio que conectava o colete no chassi do veículo se rompe.

O gás enche toda a parte traseira do colete e o peito, com uma pressão de 3 Kg.

Deste modo o pescoço, a coluna e a lombar são totalmente protegidos.

A absorção do impacto é 38 vezes superior do que se estivesse sem o colete.

Quando aberto o gás perde a pressão e em alguns minutos o colete se esvazia.


Junto ao capacete, o uso do colete promete reduzir em até 70% o risco de morte.

Especialistas dizem que ele protege coluna cervical, tórax, barriga, costas e o cóccix.

Abaixo definição da regulamentação.

"O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º: Fica obrigatório o uso de coletes infláveis de proteção (colete "airbag") para os condutores de motocicletas e veículos similares nas vias públicas urbanas.
Art. 2º: As Prefeituras, através de seus órgãos de fiscalização, procederão as autuações aos que não observarem o preceituado no artigo anterior.
Art. 3º: As empresas que exploram a atividade de transporte com motocicletas ficam responsáveis pela aquisição e fornecimento dos coletes infláveis de proteção.
Art. 4º: As despesas com a execução da presente Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 5º: Esta Lei entrará em vigor 120 dias a contar da data de sua publicação."

Existem ainda outros projetos paralelos que visam obrigar as empresas prestadoras de serviços que utilizam motos como veículos funcionais, a disponibilizarem coletes para seus colaboradores.

Só vantagens até então.

Porém existe uma barreira para a real adoção desse importante artigo de segurança.

Os preços desses coletes giram em torno R$ 2.000,00.

Sendo a opção pela motocicleta uma clara alternativa de economia, o valor nesse patamar pode atravancar esse processo.

A importância do projeto é fato.

Do mesmo jeito que eu acredito que todos os carros devem ter airbag como item obrigatório, eu acredito que o governo deve intermediar as negociações para tornar viável para motos.

Segurança acima de tudo.

Sempre.


Referência
http://www.carrodegaragem.com/airbag-moto/


Cutucando pra valer

Nossa vida é formada pelos acontecimentos que nos rodeiam e também por nossa imaginação.

Quanto mais dura ou menos próxima de nossos desejos é a realidade, mais buscamos nos aventurar nesse mundo imaginário criado por nossa fértil imaginação.

Especialistas dizem que esse comportamento é perfeitamente normal e dentro de um limite racional aceitável é até benéfico para o ser humano.

Alguns chamam esse fenômeno de fuga da realidade.

Nessa era virtual que vivemos muitos comportamentos foram modificados e o imaginário pode ser erroneamente confundido com o virtual.

Muitos têm feito dessa fuga uma imersão absoluta no mundo virtual.

Para esses a interação com o mundo exterior é muito mais fácil através dos meios digitais e cada vez mais se afastam das pessoas e vivem um mundo diferente e isolado.

A internet fornece muitas facilidades sem as quais seria difícil viver hoje.

Muitos serviços à disposição sem sairmos de casa ou enquanto estamos em trânsito.

Sonhos do passado que se tornaram realidade nos dias atuais.

E pensando que estamos em visível evolução, o céu é o limite nesse assunto. Se é que existe limite.

Mas como tudo na vida, o que tem potencial para ser bem utilizado pode também ser utilizado de outras formas.

Falo isso não apenas de coisas ruins que podemos encontrar na grande rede, como manuais de fabricação de bomba, material de pedofilia e inúmeros outros.

Os benefícios da internet se usados em exagero podem causar uma dependência tão complexa e danosa como uma dependência química.

Esqueça Neo e Trinity.


Matrix só funciona no cinema.

Abdicar da própria vida em sociedade para ser alguém que só acontece de fato em sites de relacionamento e jogos é perigoso.

Pode não ser simples atender o telefone que irá te resgatar dessa nova realidade.

Não espere um Morpheus que acreditará cegamente em você. Se adiante e seja o primeiro a acreditar.

Nem todos são agentes Smith tentando acabar com você. A maior perseguição é a que está dentro de nós e parece não ter fim.

Um passo dado pode ser difícil de reverter.

Nada deve sobrepor o contato humano.

Compartilhar um olhar.

Trocar um sorriso.

Receber um abraço.

Praticar esporte.

Transar.

Viver.

Completar e substituir não são sinônimos.

Somos formados por órgãos e sentimentos, e não por mouse, teclado e etc.

Vivemos em um lar e não em uma home page.

Devemos respeito a nossos pais e não aos moderadores.

Compartilhem experiências e não links.

O mundo virtual é importante e necessário, equivocado seria dizer o contrário.

Só não pode ser único.

Existem coisas que devemos de fato fazer e sentir.

Acreditem, cutucar pode ser muito melhor pessoalmente.


Santa Tartaruga!

Nós motoristas sabemos que transitar acima da velocidade permitida para a via é infração.

Nem sempre respeitamos os limites, mas certamente não é por desconhecermos a proibição.

O que vários motoristas desconhecem é que transitar com velocidade inferior à mínima permitida para a via é infração, e pode gerar multa.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê ambas as infrações. Conforme legislação nele descrita, é infração de trânsito tanto trafegar com excesso à velocidade máxima permitida para a via quanto trafegar em velocidade inferior ou abaixo da metade da máxima permitida.

O artigo 219 do CTB detalha:
Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da velocidade máxima estabelecida para a via, retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as condições de tráfego e meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da direita:

Infração – média – 4 pontos;
Penalidade – multa;
Competência: Município.

Contudo, necessário observar que, três exceções estão previstas neste artigo, onde são permitidas velocidade inferiores à metade da máxima estabelecida. São elas:

  • Quando as condições do tráfego forçar uma velocidade reduzida, como: congestionamentos, obras, buracos, etc.;
  • Quando as condições meteorológicas impuserem uma velocidade menor, como: chuva, neblina, neve, etc.;
  • Quando o veículo estiver na faixa da direita. Neste caso também é permitida velocidade inferior à metade da máxima estabelecida, porque o condutor poderá reduzir a velocidade na faixa da direita para desembarcar um passageiro, para localizar um endereço, para adentrar em garagem ou para convergir à direita, situações que justificam a velocidade inferior à metade da máxima prevista pela sinalização.

No entanto uma condição primordial deve ser observada para que essas três exceções fiquem caracterizadas.

Somente não será caracterizada a infração se a velocidade inferior à metade da máxima permitida não retardar ou obstruir o trânsito.

Mesmo que essa tipificação esteja claramente definida no CTB existe um grande problema em relação a essa infração.

A real caracterização da infração é uma dificuldade e uma grande barreira à fiscalização.

Para medir essa velocidade mínima, deve-se utilizar equipamento ou instrumento hábil, da mesma forma que a medição da velocidade máxima, vez que a velocidade deve obrigatoriamente constar no Auto de Infração.

Como a maioria dos radares estão programados para as infrações de excesso de velocidade, este tipo de infração muitas vezes não é autuada.

Exemplo claro dessa situação ocorre com caminhões, que devido ao excesso de peso transitam pelas vias com velocidade muito inferior à metade da mínima permitida, causam grandes transtornos, retardando e obstruindo o trânsito.


Trato esse assunto hoje pois muitos acidentes são ou podem ser causados devido à lentidão extrema de alguns veículos.

Presenciei hoje uma situação como essa.

Um caminhão estava trafegando lento demais. Posso afirmar que ele quase não estava se movendo.

Um senhor estava com um carro atrás dele e ficou impaciente.

Impaciência e insegurança podem ser letais no transito.

Ao se afobar ele jogou o carro na tentativa de ultrapassagem e de frente outro veiculo veio a seu encontro.

Para sorte dos envolvidos o motorista que vinha na direção do afoito senhor teve reflexo e calma para tirar para o acostamento evitando maiores problemas.

Infelizmente nem sempre histórias como essa, que ocorrem diariamente, têm final feliz.

É preciso fiscalização sobre esses veículos extremamente carregados que rodam em nossas vias.

Além de ser um fator a mais para causar acidentes, eles são fator determinante na degradação dos pavimentos de nossas ruas e estradas.


Referência
http://helpmultas.blogspot.com.br/2012/01/multa-por-velocidade-inferior-metade-da.html


O Clube dos 100

O censo 2010 revelou que existem no Brasil quase 24 mil pessoas com mais de 100 anos de idade.

A contagem do censo mostrou que são sete milhões de idosos a mais do que há dez anos.

A expectativa de vida aumentou três anos, de 70,5 para 73,1.

Os homens e mulheres que passaram dos cem anos, ajudaram na conta.

Bahia é o estado com o maior número de brasileiros centenários, com 3.525.

Depois vem de São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597).

Os dados são referentes ao Censo Demográfico 2010 e hoje podem ser um pouco diferentes, para mais ou para menos.

Alguns países celebram o centenário de um cidadão com uma carta do presidente ou do monarca, ou mesmo com algum prêmio em dinheiro.

Como o número de centenários é relativamente baixo hoje em dia, esse tipo de tratativa especial ainda é possível.

Mas o 'Clube dos 100' tem crescido e vai ser aumentar exponencialmente nos próximos anos.

Institutos fizeram projeção para cinco países que serão habitados por nada mais nada menos que 1 milhão de centenários cada um.

É isso mesmo! Países com mais de 1 milhão de habitantes com mais de 100 anos!

Cinco países terão população acima dos 100 anos superior a 1 milhão de pessoas até o fim do século.

China deve atingir essa marca em 2069 enquanto o Brasil em 2100.

Veja no gráfico abaixo os países que atingirão essa marca e quando.


Essa perspectiva me causa grande felicidade e preocupação.

A possibilidade de viver 100 anos e cada vez com mais autonomia é sonho do ser humano desde sempre.

A longevidade extrema é busca sem fim.

Dedicamos boa parte de nossa até então curta vida policiando nossos atos em prol de um viver mais saudável e duradouro.

Parece que Oscar Niemeyer, que já foi referenciado em um dos posts, deixará de ser a exceção absoluta em um futuro não tão distante.

A preocupação consiste no fato de que devemos, em função dessa constatação, mudar rápida e drasticamente nossos cuidados em relação aos idosos.

Não estamos preparados para lidar com essa legião de idosos que está se demonstrando.

Nós jovens não temos paciência e não tratamos essa questão em nossas prioridades quando discutimos o planejamento de nossa nação.

É preciso mudar a maneira de pensar e conduzir esse tema.

Não iremos querer ser os centenários de amanhã se os jovens tiverem o mesmo comportamento que nós temos hoje com nossos velhinhos.

Respeito, dignidade e adoção de políticas públicas voltadas para o bem-estar dessa camada crescente da população é nossa obrigação.


Referência

Oh, e agora quem poderá me defender?


O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) foi criado com principal finalidade indicar situações em que os direitos humanos são violados.

O Conselho dos Direitos Humanos é formado por 47 países, foi criado em 15 de Março de 2006 em substituição à Comissão de Direitos Humanos, e enfrentou forte oposição dos Estados Unidos.

Os americanos decidiram não participaram do Conselho no seu primeiro ano de existência. As autoridades norte-americanas queriam a criação de um organismo mais forte para denunciar as violações das liberdades.

Desde sua criação a entidade tem feito análises e recomendações por todo o mundo.

Muitas das recomendações sempre decaem sobre países conhecidos por situações extremas de violação de direitos humanos.

Eis que dia 30/05 passado o Brasil foi objeto de um desses relatórios repletos de recomendações.

E as recomendações oriundas de vários membros participantes no Conselho foram direto na ferida e colocaram nossas autoridades policiais no olho do furacão.

A Polícia Militar deveria ser suprimida, pois sobre ela incidem acusações de cometer numerosas execuções extrajudiciais.

O relatório indica a importância do Brasil garantir independência na apuração dos crimes cometidos pelos supostos agentes da ordem e que crimes contra juízes e ativistas que ousam levantar a voz contra esse sistema corrupto e nefasto sejam de fato investigados.

As palavras presentes no relatório oficial são duras:

  • Esquadrões da morte;
  • Revisão dos programas de formação em direitos humanos para as forças de segurança, insistindo no uso da força de acordo com os critérios de necessidade e de proporcionalidade, e pondo fim às execuções extrajudiciais;
  • Seguir trabalhando no fortalecimento do processo de busca da verdade;
  • Reformar o sistema penitenciário para reduzir o nível de superlotação e melhorar as condições de vida das pessoas privadas de liberdade.


A polêmica se formou em torno do assunto.

Autoridades da PM se indignaram.

Especialistas em segurança pública, em sua maioria, se posicionaram contrários ao 'assassinato' da PM.

E o argumento para se opor a tal sugestão é correto a meu ver.

Não é uma questão que envolve apenas a Polícia Militar.

É muito maior e está relacionado aos órgãos públicos de segurança em geral.
Milicianos se espalham pelo país.

E mesmo em lugares com as aclamadas UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) existem denuncias de moradores acerca de extorsão e abusos de policiais.

É preciso um trabalho sério e corajoso de fortalecimento de ouvidorias, que possam ter de fato autonomia em investigações, caminhando próximo ao Ministério Público e corregedorias locais.

Quem se candidata a encabeçar esse movimento?

Alguns tentaram trilhar esse caminho e foram executados.

Capitão Nascimento para encarar o sistema de frente só na telona. Na vida real isso vai dar merda Capitão!

E nós pobres mortais seguimos na sociedade do medo.

E como bem diria Chapolin Colorado, dono da frase que empresto para intitular esse post:

Oh, e agora quem poderá me defender?



Referência
http://noticias.r7.com/jornal-da-record-news/2012/05/30/conselho-de-direitos-humanos-da-onu-sugere-ao-brasil-que-acabe-com-a-pm/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_de_Direitos_Humanos_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/05/paises-da-onu-recomendam-fim-da-policia-militar-no-brasil.html

Destino: Brasil

Xenofobia (do grego, xénos: "estrangeiro" e phóbos: "medo") é classificado como o medo irracional, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros.
Manifesta-se através da desconfiança em relação a pessoas estranhas ao meio ou que vêm de fora do seu país.

A xenofobia pode manifestar-se de várias formas.

Ela pode assumir a forma de uma "exaltação acrítica de outra cultura" à qual se atribui "uma qualidade irreal, estereotipada e exótica".

O alvo das pessoas que desenvolvem esse tipo de comportamento pode não ser apenas pessoas de outros países, mas também de outras culturas ou crenças.

O medo do desconhecido pode ser mascarado no indivíduo como aversão ou ódio, gerando preconceitos. É importante ressaltar que nem todo preconceito é causado por xenofobia.

A classificação de xenofobia e clara definição conceitual se faz necessária para introduzir o assunto que abordo hoje.
O Brasil é uma das maiores economias da América Latina e vive um cenário de estabilidade econômica, principalmente no período pós-implantação do Plano Real coordenado pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso em 1994.

A força de nossa moeda e outras circunstâncias nos transformaram em turistas brasileiros 'peregrinos' pelo mundo levando nosso precioso e agora valorizado dinheiro.

O cenário político-econômico de nossos vizinhos, em sua maioria consequência da má condução por governantes autoritários e populistas, ocasionou algumas mudanças comportamentais no continente.


Um ponto ficou claro no contexto atual: fomos invadidos por imigrantes latinos fugindo da miséria e em busca de melhores condições de vida.

Situações desfavoráveis em seu país de origem como condições políticas desfavoráveis, a precária situação econômica, incentivaram esse movimento.

Um agravante a essa situação é a total falta de controle do país em relação a imigrantes. Estrangeiros chegam aos montes sem muitas dificuldades e se instalam em nossas cidades em busca de supostas oportunidades que lhes foram negadas em seu país.

Isso está errado.

Um país não pode se tornar destino final de desempregados, em sua maioria sem qualificação, com família numerosa, pelo simples fato de estar vivendo um momento melhor que seus coirmãos.

Por muito tempo portas foram fechadas para brasileiros que tentavam o mesmo tipo de movimento em direção à Europa e Estados Unidos. Atentos a isso esses países tomaram ações para se precaver e proteger seus interesses.

O tradicionalmente inerte país de Tiririca parece não dar importância a essa questão.

Não se trata de implicância e simples preconceito ou xenofobia.

Nossas cidades não estão preparadas para receber essa legião estrangeira.

Podemos estar em condição melhor que muitos países, mas nem de longe temos atendimento total e qualificado de serviços para nossa própria população.

O primeiro impacto é na saúde pública, que sofre com o aumento de demanda.

Além disso, caso não encontre oportunidade que almejava o que irá ocorrer? A família que veio toda para o novo país precisará de um mínimo para sobreviver. Pessoa sem perspectiva e com responsabilidade em suas costas é ingrediente para crescimento da criminalidade.

É uma questão social grave e um assunto polêmico.

Não podemos fingir que não está ocorrendo.

Devemos questionar nossos governantes sobre mais essa questão.

Amanhã quando apertarem nossas mãos em busca de retribuição eleitoral esse tema é um dos vários que devemos questionar posicionamento do solícito candidato.


Referência
http://pt.wikipedia.org/wiki/Xenofobia


Pegando carona


Começará em poucos dias o reality show da Rede Record chamado A Fazenda.

No programa os participantes, em sua maioria conhecidos do grande público, ficam confinados por alguns meses em uma fazenda na cidade de Itu e fazem trabalhos para manutenção do local e dos animais que lá vivem.

Como todo reality o programa é coberto de merchandising e recheado de mulheres de belos corpos, homens saradões e discussões.

A definição reality show é algo fora de qualquer sentido. Desde quando é real pessoas ficarem sem acesso ao mundo, passarem o dia na piscina, curtirem festas particulares repletas de bebida e boa comida semanalmente e ganhar milhões de Reais em poucos meses?

Meu conceito de realidade é um pouco diferente, mas não vem ao caso nesse momento.

Analisemos juntos a lista abaixo.
Everson de Brito Silva, o palhaço Tirulipa, filho do deputado federal Tiririca.
Heitor Martins Sugimoto, conhecido por seu papel como Pit Bitoca.
Cissa Chaggas, dançarina de axé mais conhecida como Mulher Maravilha.
Suéllem Rocha, a Mulher Pera.
Charles Henrique, o Charles Henriquepédia do programa humorístico Pânico na TV.
Washington Cerqueira, ex-jogador de futebol.
Roque Júnior, ex-zagueiro pentacampeão com a Seleção Brasileira.
Kiko, o K da banda KLB.
Marcelinho Carioca, ex-jogador de futebol.
Priscila Pires, participante do Big Brother Brasil 9.
Daniel Rolim, participante do Big Brother Brasil 11.

Se encaixam no perfil histórico de participantes do reality show rural.

São personalidades conhecidas, mas não são estrelas, e possivelmente estariam dispostos a participar desse projeto e quem sabe abocanhar um contrato com a emissora após sua participação no programa.

Tudo normal até aí não fosse o fato de que a lista acima não indica prováveis participantes da nova edição de A Fazenda.

Os nomes acima são exemplos de celebridades que tentarão em outubro próximo vaga nas câmeras municipais por todo o país.

As fotos acima, ou provavelmente outras com qualidade e seriedade acentuadas, serão presença garantida nas urnas eletrônicas dos municípios que terão a honra de contar com expressiva participação no pleito de outubro próximo.

Alguns deles são folclóricos e foram convidados a concorrer ao cargo de vereador por conta da suposta capacidade de receber grande quantidade de votos e com isso angariar bons frutos para a legenda de pertencem.

Esse cenário não é novo no país e tem se acentuado a cada eleição por conta dos resultados obtidos nesse tipo de artimanha.

Enquanto a população acha que faz protesto votando massivamente nesse tipo de candidato, na prática estão elegendo candidatos com envolvimento em corrupção e atos suspeitos que não seriam eleitos diretamente, mas por conta da legenda eles pegam carona no seu voto e voltam ao cenário político nacional.

Isso sim é realidade, um show de horrores. Mas é muito mais interessante discutirmos se participantes bêbados desses realities fizeram sexo com ou sem consentimento do que discutirmos algo de fato real e abominável.


Referência
http://eleicoes.uol.com.br/2012/album/2012/05/14/filho-do-tiririca-ex-bbbs-e-boleiros-estao-entre-as-presenca-confirmadas-nas-eleicoes-2012.htm


A pressa nem sempre é inimiga da perfeição

O título do post é um contraponto proposital ao famoso dito popular.
Veja o caso da bela Fernanda Maia.

A professora de educação física ganhou notoriedade por ter colocado rapidamente em jogo a bola durante a partida do Botafogo na final da Taça Rio do Campeonato Carioca em uma jogada que resultou em gol dos alvinegros.

A morena, dona de belo corpo, é gandula da equipe de Caio Martins em seus jogos no Engenhão e para trabalhar nos jogos ganha R$ 40,00.

Fernanda é torcedora da equipe e, apaixonada por futebol, acha um privilégio poder acompanhar os jogos de tão perto.

O lance teve repercussão nacional devido à cobertura massiva que a mídia dedicou ao fato.

É provável que o lance em si tivesse passado despercebido ou não teria tamanha cobertura se não envolvesse uma mulher e ela não fosse tão bonita como de fato é Fernanda.

As horas e dias seguintes ao dia do jogo foram atípicos para a mais nova sensação do futebol. Ela foi presença frequente não apenas em matérias como também esteve presente como convidada em inúmeros programas esportivos e de outros gêneros.

Do dia para a noite a jovem viveu dias de superexposição acidental. Sim, tenho certeza que ela em nenhum momento imaginou que a atitude dela ganharia tamanha proporção e renderia a ela tanta exposição e publicidade.

Muitas passam a vida trabalhando e lutando por uma chance de aparecer e desabrochar para a vida pública.
Books, ensaios, agencias e portas fechadas e nada do sonho da exposição e reconhecimento acontecer.
A maioria não logra êxito nessa empreitada e o anonimato acaba sendo um grande companheiro durante seu percurso.

Eis que Fernanda alcança isso de maneira que pode ser considerada tão inusitada quanto não proposital.

Revistas masculinhas têm tentado convencer a morena que até o momento tem resistido ao assédio e seu belo corpo ainda não é presença garantida nas próximas edições da Playboy, que parece acenar de maneira mais efusiva nesse caminho.

O caminho para ela se abriu e pode ser que seu futuro esteja na TV.

A natureza já havia sido generosa com ela, que também se ajudou cultivando um belo corpo.

Mas existe algo a mais que abençoa pessoas como ela de alguma maneira.

Esse algo a mais nem sempre está relacionado a trabalho e não contempla apenas pessoas que buscam propositadamente um lugar ao sol.

Acho que o que pode definir esses fenômenos é o que se chama estrela. Diz-se popularmente que alguns nasceram com estrela e irão brilhar, cedo ou tarde, mesmo que seja acidentalmente.

Se existe justiça ou não nesse fato é outra questão.

Isso não significa que não devemos nos esforçar, treinar, aprimorar e sonhar, mas o imponderável deve ser levado em consideração e por vezes é o fator preponderante na seleção natural entre o estrelato e o anonimato.

Quem nasceu para protagonista não será coadjuvante, e vice-versa.


A mais nova estrela do time da estrela solitária.


Referência
http://br.esportes.yahoo.com/blogs/tv-esporte/gandula-musa-ganha-r-40-cachê-para-trabalhar-231016185.html
http://br.esportes.yahoo.com/blogs/tv-esporte/playboy-j%C3%A1-procurou-gandula-botafoguense-para-ensaio-nu-150524509.html


YABADABADOO!!!

Hoje somos seres completamente dependentes de nossos meios de transporte.

Devido à baixa qualidade na oferta de transporte coletivo público de qualidade, a opção por transporte individual é feita por grande parte da população.

Carros e motocicletas estão por todos os lados.

Essa opção nos traz muita comodidade e facilidade em adequar nossos horários. O problema é que também traz inconvenientes.

Além do custo de manter um carro ou uma motocicleta, a não utilização de um meio de transporte público nos faz também arcar com tudo referente a nosso próprio veículo.

O que quero dizer com isso? Supondo que você esteja em um ônibus e ele tenha algum problema mecânico. Por maior que seja o transtorno e cause atraso aos passageiros, a responsabilidade de chamar um ônibus reserva e providenciar tudo referente ao conserto e transporte do veículo quebrado fica por conta da empresa.

Já no caso de veículos próprios, tudo fica por conta de nós mesmos. E "tudo" inclui:

  • Providenciar a locomoção do veículo;
  • Transporte dos passageiros, caso você não esteja sozinho;
  • A segurança do local;
  • A sua segurança;
  • O conserto do veículo;
  • Etc.

É muita coisa. E o problema é que pensamos nisso apenas quando nos vemos dentro do problema.

Alguns pontos, se observados com antecedência, podem ajudar nesses momentos.
Para automóveis o seguro é indispensável. É uma despesa alta, mas necessária. Você pode passar muito tempo sem usar os serviços da seguradora, achar estar jogando dinheiro fora, mas no momento de uma pane, em uma cidade desconhecida, por exemplo, o seguro irá salvar.

Mas os gastos vão muito além.

Quando compramos um veículo não ponderamos gastos mensais e anuais com o carro.

Se comparar os valores saberemos que ter um automóvel ao invés de optar pelo uso do transporte público e táxi, é um péssimo negócio pelo aspecto financeiro.

Todo veículo tem um custo elevado, mesmo parado em nossa aconchegante garagem.
O gasto com seguro e IPVA por si só e sem levar em consideração os demais, podem superar sem problema o valor pago com passagens de ônibus, metrô e até de táxi durante o ano.

Isso sem falar na famigerada depreciação, que corrói nosso patrimônio assim que colocamos os pneus para rodar fora da concessionária.

O ponto chave desse cenário é que ter um carro envolve muitos outros aspectos que não o financeiro.

Carro é paixão e objeto de desejo. Jovens, principalmente homens, colocam a aquisição de um automóvel no topo de sua lista de prioridades.
Afirmação social, status, ambição, luxo, poder. Têm muita coisa envolvida.

Não quero aqui julgar ou questionar, pois também estou inserido nesse contexto.

A questão é apenas tornar as coisas claras, com números.

Quanto custa manter seu carro?

A resposta de questionamento pode surpreender.

Faça sua simulação abaixo.



Feito isso e com o valor em mente é momento de decidir:

  • Tudo bem, não sabia do montante exato, mas tinha ideia. É um preço que escolhi por tudo que envolve;
  • Acredito que posso iniciar um processo para repensar meus conceitos com relação ao tema.

Informação é tudo na vida. A decisão tomada não importa, desde que não esteja fundamentada em ignorância e não conhecimento.


Referência
http://vocesa.abril.com.br/servicos/calculadoras-e-simuladores/quanto-custa-manter-um-carro.shtml