Amanhã começa uma nova fase, a Lua Nova.
Isso me faz lembrar Roger, Bosco, Denis e seus pares pelo mundo do futebol e na sociedade.
Passar a vida à sombra.
Se capacitando, aperfeiçoando.
Manter o foco para estar preparado quando chegar o momento.
Dias, semanas, meses, anos.
E a oportunidade não surge.
O dia D, a hora H, ou qualquer outro jogo de palavras que define esperado ápice não ocorre.
Com 20 anos temos ilusão.
Que no futuro iremos atingir nossos objetivos, viver situações desejadas, provar gostos até então apenas no imaginário.
Aos 35, no entanto, a realidade se sobrepõe.
O que não foi vivido não mais será.
O futuro já não se apresenta tão promissor nem tão longínquo.
Ao olhar pra frente agora o chão, e não mais o céu.
O ioiô da vida está te puxando de volta, afastando dos sonhos, mesmo que não tenha tocado neles.
Porém diferente da diversão infantil, não existe novo lançamento infinito.
O brinquedo vai se desgastando e o braço ficando cansado.
No interior se diz fazer dormir, quando o ioiô fica girando no próprio eixo com a cordinha esticada por completo.
Quanto mais tempo nessa posição, mais tempo perto do Olimpo.
Nem todos lançamentos alcançam essa façanha.
E isso difere a mediocridade da perfeição.
É claro que os três personagens citados no início têm enorme vantagem em relação aos mortais.
São muito bem remunerados para tal.
O que foi, foi.
O que não foi, não será.
Memórias de um livro em branco.
A camisa de força em quem não tem aparentes sinais de loucura também tem efeito.
Aprisiona e corrói.
Memórias póstumas de quem ainda não se foi.

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