Perdeu, playboy


Aprendemos com o passar dos anos que muitas coisas são imutáveis.

De nada adianta assistir o VT de um jogo esperando um resultado diferente do ocorrido.

Ou rever o filme ansiando que dessa vez a mocinha passe ilesa pelo calvário a que foi submetida.

Rei morto, rei posto.

Existe uma variação de um dito popular que gosto muito.

Na verdade não gosto, mas acho muito útil.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que cansa.

Isso contradiz a famosa Terceira Lei de Newton.

Por definição da Lei, para toda interação, na forma de força, que um corpo A aplica sobre um corpo B, dele A irá receber uma força de mesma direção, intensidade e sentido oposto.

Na verdade meu ponto não contradiz de fato a Lei.

É uma figura de linguagem.

O ponto é que as vezes B está em uma posição relutante de inércia tão absoluta que toda força dispendida por A volta contra si mesmo.

Nesse caso o efeito se inverte e ao invés de B se mover, quem se move é A, na direção oposta a B.

E isso me remete a outra variação de outro dito popular.

Quem com ferro fere, nem sempre será ferido.

Certa vez me disseram que justiça não existe.

Que é questão de chegar e pegar.

Ou seja, merecimento e recompensa não caminham juntos.

Que se colocar em posição de vantagem, mesmo sem o devido merecimento, é algo natural.

Palavras ditas de onde vieram chegaram a me surpreender.

Como explicando o fato de que pessoas próximas tirarem vantagens de determinadas situações está correto.

Azar do camelo que assim nasceu.

Choca, mas a verdade é muito melhor.

Jogar sabendo as regras, mesmo que injustas, é melhor do que jogar sem saber as regras.



Perdeu, playboy.

Pena que nesse caso o playboy...




Crua + Nua

Este post é dedicado a indicar um blog amigo.

Leitura obrigatória!

Palavras transcorrem fácil e parecem retratar quem está lendo.

Difícil não se identificar com os textos.

Crua + Nua

As ordens e desordens no casamento

http://cruamaisnua.blogspot.com.br/





#ficaadica


Falsos profetas



Qual é o maior crime de Cristiano?

Todos temos um pouco de CR7.

Sempre queremos mais.

Que código penal define esse anseio como crime?

Claro que tudo nas devidas proporções.

Nem todos podem ter uma cabine de criogenia em casa.

Mas se pudéssemos, muito provavelmente teríamos.

Quem não se encanta com a possibilidade de retardar o envelhecimento?



Queremos, ao menos na média da população, menos problema, mais felicidade, mais dinheiro, mais sexo, mais tudo.

Não necessariamente nessa ordem.

Exemplo real disso são os 100 milhões de exemplares vendidos de Cinquenta Tons de Cinza e a arrecadação suntuosa da bilheteria do filme em poucos dias de exibição ao redor do planeta.



Admitir o desejo o fará ser sentenciado para todo sempre.

É a hipocrisia que nos cerca.

Pensamos, e isso tudo bem.

Porém admitir o pensamento é pecado.

Passar algumas poucas horas do seu tempo em igrejas e templos não escoa para o ralo o dia a dia recheado de atitudes sujas.

Banho faz limpeza superficial.


Isso nos remete ao questionamento inicial.

Qual é o maior crime de Cristiano?

Ser verdadeiro e admitir seu ego inflado?

Demonstrar que quer mesmo destaque, ser o melhor e se exibir por conta disso?

Será mesmo crime?

Perguntas que podem ser respondidas com outras.

É melhor mesmo ser lobo em pele de cordeiro?

Pensar e agir como Cristiano mas se vender como bom samaritano?

Será?

Falsos profetas.

A reflexão desse tema me causa asco.

"Repugnância natural direcionada ao que é excessivamente hediondo; nojo.

Sentimento de aversão por tudo aquilo que é considerado repugnante; desprezo."



Se


'Se' não existe.

Mas nossos pensamentos nos trazem o 'Se' a todo instante.

Seja ele no futuro, presente ou passado.

Os que se referem ao passado são os mais aterrorizantes.

Se eu tivesse optado por outro caminho, onde estaria hoje?

Esse tipo de questionamento é cruel.

Invariavelmente indica problema.

O 'Se' em tempo futuro demandará avaliação mais precisa de uma decisão.

Nem sempre é ruim.

Porém pode dispender tempo escasso e inexistente.

Conjunção.

Conjunção subordinativa causal.

Conjunção subordinativa condicional.

Conjunção subordinativa integrante

Conjunção subordinativa temporal.

Como bem diz Djavan na música que leva essa breve palavra como título, é mais fácil aprender japonês em braile.

O que fazer quando a vida insiste em zero a zero e queremos um a um?

Em Click, Adam Sandler parece ter encontrado a solução ideal.

Um controle remoto universal que lhe permite 'avançar' através de partes desagradáveis ou totalmente sem graça de sua vida.

E nem com esse poderoso artefato nessa obra de ficção a vida se torna mais fácil e compreensível.

Ao contrário.

Quando você ou alguém próximo é submetido a situações ou condições adversas o 'Se' rompe violentamente nossas portas.

Algo tão complexo talvez devesse ter sido caracterizado por outro verbete.

Tamanha força a um verbete de simples e aparentemente inofensivas duas letras.

Certa vez ouvi que a complexidade vive na simplicidade.

Me parece razoável terminar com essa definição.

Porém nada termina.

Não existe fim.

Nem mesmo no famoso e cobiçado controle apresentado por Hollywood não existia Stop.

Portanto, ...





Agonia



Agonia é o conjunto de fenômenos que anunciam a morte.

Tem duração variável e caracteriza-se pela imobilidade e alteração das feições, por estertor ruidoso de que o moribundo parece não ter consciência, perturbação dos sentidos em geral, lividez, secura da língua, fraqueza do pulso, extinção gradual do calor animal da periferia para o centro.

A respiração é difícil e imperceptível, parece à primeira vista ser a última a terminar, sendo talvez por isso que geralmente se emprega expirar como sinônimo de morrer; mas,na realidade, o coração merece o epíteto que a ciência lhe deu: ultimum moriens.

A agonia pode ser tranquila, mas quase sempre o moribundo é agitado por movimentos convulsivos, mais ou menos violentos: o delírio pode ser contínuo e intermitente.

Um período de aparente serenidade precede o termo final.

É a melhora da morte, segundo a frase popular.



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agonia